Demorou pouco para dar com a
cola na cerca o bom-mocismo de Temer e de seu escudeiro, o gaúcho Eliseu
Padilha. Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB baiano, vendo o que
todos veem pegou o grito: quer que, desde logo, o partido sinalize
ruptura com o PT e abandone o cortejo que está levando o governo Dilma
para a cova.
Temer encarna como ninguém a visão subdesenvolvida
de política. Crê com fanatismo que a marca superior do homem público é
saber ajeitar as coisas, puxa daqui, puxa dali, cede um ministério,
promete outro, faz que não ouve, enfim, tome gambeta e panos quentes.
Isso funciona em determinados momentos e cenários, em outros se revela o
caminho mais curto para o abismo.
É o vice-presidente
a alternativa constitucional para duas das hipóteses previsíveis de
afastamento da atual presidente: renúncia ou impeachment. Somente uma
terceira, a cassação da chapa Dilma-Temer, nos traria a benção de uma
nova eleição. Temer se enseja assim como eventual substituto da atual
mandatária. Significará um avanço naquilo em que nada poderá existir
pior do que o lulopetismo, mas já deixa entrever a gama de problemas que
trará com seu estilo aguado, dúbio, frouxo.
Temer encarna como ninguém a visão subdesenvolvida
É o vice-presidente
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