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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

BEM ME PARECIA


Demorou pouco para dar com a cola na cerca o bom-mocismo de Temer e de seu escudeiro, o gaúcho Eliseu Padilha. Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB baiano, vendo o que todos veem pegou o grito: quer que, desde logo, o partido sinalize ruptura com o PT e abandone o cortejo que está levando o governo Dilma para a cova.
Temer encarna como ninguém a visão subdesenvolvida
de política. Crê com fanatismo que a marca superior do homem público é saber ajeitar as coisas, puxa daqui, puxa dali, cede um ministério, promete outro, faz que não ouve, enfim, tome gambeta e panos quentes. Isso funciona em determinados momentos e cenários, em outros se revela o caminho mais curto para o abismo.
É o vice-presidente
a alternativa constitucional para duas das hipóteses previsíveis de afastamento da atual presidente: renúncia ou impeachment. Somente uma terceira, a cassação da chapa Dilma-Temer, nos traria a benção de uma nova eleição. Temer se enseja assim como eventual substituto da atual mandatária. Significará um avanço naquilo em que nada poderá existir pior do que o lulopetismo, mas já deixa entrever a gama de problemas que trará com seu estilo aguado, dúbio, frouxo.

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