Ex-marxista, renegado resoluto
que sou, julgo-me insuspeito para declarar imprópria a imputação de
comunistas, dirigida à súcia de bandoleiros que assaltou o erário
público. Lula, Sarney, Jader Barbalho, Vaccari, José Dirceu, comunistas?
É mais fácil encontrar traços da defunta doutrina no pensamento de
Cristiano Ronaldo, Xuxa Meneguel ou Gisele Bündchen do que na confraria
dos inquilinos e candidatos à Papuda.
Os regimes, levados à pratica, inspirados na doutrina de Marx, cometeram horrores que me dispenso de enumerar. Igualaram em perversidade os praticados por Hitler o que deixa entrever que para nada importa o viés à esquerda ou à direita. Ambos confundem-se na matriz hedionda que lhes é comum: destruir o ideal democrático penosamente conquistado ao longo da história.
Nosso continente, por boa parte do século passado, foi bordado de ditaduras de direita, que assassinaram, pilharam, prenderam e deportaram. Anastasio Somoza, Porfírio Dias, Augusto Pinochet, Rafael Trujillo, entre muitos outros; por vinte anos no Brasil, por mais de dez na Argentina, generais sucederam-se no poder sem a unção do voto.
Os irmãos Castro em Cuba, solitariamente,
exibem, ainda que falsa, uma desculpa ideológica. Como falsa era a
doutrina conservadora dos ditadores de direita. Em Cuba todos os meios
de produção foram expropriados. Para provar que nem o temor ao ridículo
os detinha, os Castro estatizaram até carrocinhas de cachorro-quente . Suprimiram a Imprensa e erigiram o marxismo como seita de Estado.
Mas o que exibem os populistas da Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Brasil? Não exibem nada porque seus verdadeiros motivos são inconfessáveis. Comunistas?
Se alguém adepto dessa utopia os segue, o faz certamente porque ignora
os fundamentos da seita que julga professar. Comunistas? A primeira
providência que tomaram Lula e seu festeiro propagandista Duda Mendonça,
na eleição de 2001 foi deixar claro para banqueiros, empreiteiros,
barões do agronegócio e grão-duques da telefonia que o mundo era belo e
inúteis as teorias. Fariam juntos a mais risonha confraria à custa do
povão. E fizeram.
A nação despertou e vai pôr fim à farra. Estamos unidos e engana-se crassamente quem imagina que algo bolado por políticos possa impedir a queda desse governo; crasso engano comete por igual quem aposta na impunidade dos bandidos do petrolão; erro pior comete quem alimenta sonhos totalitários. O populismo fez estragos inestimáveis, mas não quebrou os fundamentos de nossa democracia.
As Forças Armadas acabam de dar cristalina demonstração de respeito à constituição ao retirar o mando de um general que se pronunciou sobre o momento político. Cidadãos desarmados têm a prerrogativa de opinar. Soldados detêm o monopólio da força destinada a garantir o direito da cidadania à manifestação do pensamento.
Quem levanta bandeiras pedindo a intervenção de militares no processo político causa grande dano à luta do povo. Fornece aos combalidos guerreiros do sanduíche de mortadela seu único argumento: tachar-nos de golpistas.
Os regimes, levados à pratica, inspirados na doutrina de Marx, cometeram horrores que me dispenso de enumerar. Igualaram em perversidade os praticados por Hitler o que deixa entrever que para nada importa o viés à esquerda ou à direita. Ambos confundem-se na matriz hedionda que lhes é comum: destruir o ideal democrático penosamente conquistado ao longo da história.
Nosso continente, por boa parte do século passado, foi bordado de ditaduras de direita, que assassinaram, pilharam, prenderam e deportaram. Anastasio Somoza, Porfírio Dias, Augusto Pinochet, Rafael Trujillo, entre muitos outros; por vinte anos no Brasil, por mais de dez na Argentina, generais sucederam-se no poder sem a unção do voto.
Os irmãos Castro em Cuba, solitariamente,
Mas o que exibem os populistas da Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Brasil? Não exibem nada porque seus verdadeiros motivos são inconfessáveis.
A nação despertou e vai pôr fim à farra. Estamos unidos e engana-se crassamente quem imagina que algo bolado por políticos possa impedir a queda desse governo; crasso engano comete por igual quem aposta na impunidade dos bandidos do petrolão; erro pior comete quem alimenta sonhos totalitários. O populismo fez estragos inestimáveis, mas não quebrou os fundamentos de nossa democracia.
As Forças Armadas acabam de dar cristalina demonstração de respeito à constituição ao retirar o mando de um general que se pronunciou sobre o momento político. Cidadãos desarmados têm a prerrogativa de opinar. Soldados detêm o monopólio da força destinada a garantir o direito da cidadania à manifestação do pensamento.
Quem levanta bandeiras pedindo a intervenção de militares no processo político causa grande dano à luta do povo. Fornece aos combalidos guerreiros do sanduíche de mortadela seu único argumento: tachar-nos de golpistas.