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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O PROCESSO


Quando se evidenciou a incapacidade do governo de impedir as investigações, evidenciou-se, por isso mesmo, a fatalidade de sua queda. Isto porque a corrupção lhe é essência, não acidente. No fenômeno neoesquerdista, manifestação tardia e degenerada, espécie de crepúsculo vespertino da utopia marxista, aparelhamento do estado se converte em reles roubalheira, com foco em enriquecimento pessoal e fonte de poder.
O fenômeno que com razoável precisão se pode enfeixar sob a denominação de bolivarianismo fez-se mais trágico e danoso na medida da fraqueza político-econôm
ico-social dos países por onde se disseminou. A Venezuela ilustra isto com cores vivas. Supressão da imprensa, aniquilamento da oposição no plano institucional, repressão violenta das manifestações populares.
No Brasil, embora profundo e longevo, o estrago restringiu-se ao campo econômico, administrativo e cultural. Os fundamentos da democracia não foram atingidos. O vigor da reação institucional aí está aos olhos de todos na operação Lava Jato. A morte do governo populista já se consumou no mundo material; falta sua formatação no plano formal.

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