Ouvindo pronunciamentos nos
legislativos do país vê-se quão importante é o papel de quem se ocupa de
política sem preocupação de votos. Digo isto porque, como goiabada
cascão em caixa, é muito difícil encontrar políticos eleitos ou
aspirantes a tal que coloquem o sentimento acima da urna.
Dispensa-se a obviedade de que o clamor dos funcionários públicos do Rio Grande do Sul ante o parcelamento de seus salários é legítimo. Não menos óbvio o fato de que o governador Sartori tomou essa medida pela única e suficiente razão de que outra nenhuma menos severa estava ao seu alcance. Não há dinheiro. Esta evidência, com todo o seu vigor dramático, mostra-se incapaz de impedir estultícias do tipo: ele não sabia quando se candidatou? Sugerindo, sem perceber, que somente tolos incapazes de avaliar a realidade devessem concorrer aos cargos.
Mas, o que mais nos choca é presenciar políticos engajados na frente contra o governo, de forma consciente, concorrer para que a desconformidade popular seja desviada da irresponsabilidade do senhor Tarso Genro para as dificuldades do senhor Sartori. Nem a urna, esse lugar sagrado da democracia, consegue ser perfeita. Como todo o engenho humano ela também deforma. A urna não fala, não gesticula, mas infunde o terror de ser contrariada.
Menos mal que muitas vozes, ampliadas pela democracia das redes sociais, podem colocar verdades simples e urgentes: é contra o lulopetismo, versão cruel e envenenada do populismo, que deve ser voltada nossa indignação.
Dispensa-se a obviedade de que o clamor dos funcionários públicos do Rio Grande do Sul ante o parcelamento de seus salários é legítimo. Não menos óbvio o fato de que o governador Sartori tomou essa medida pela única e suficiente razão de que outra nenhuma menos severa estava ao seu alcance. Não há dinheiro. Esta evidência, com todo o seu vigor dramático, mostra-se incapaz de impedir estultícias do tipo: ele não sabia quando se candidatou? Sugerindo, sem perceber, que somente tolos incapazes de avaliar a realidade devessem concorrer aos cargos.
Mas, o que mais nos choca é presenciar políticos engajados na frente contra o governo, de forma consciente, concorrer para que a desconformidade popular seja desviada da irresponsabilidade do senhor Tarso Genro para as dificuldades do senhor Sartori. Nem a urna, esse lugar sagrado da democracia, consegue ser perfeita. Como todo o engenho humano ela também deforma. A urna não fala, não gesticula, mas infunde o terror de ser contrariada.
Menos mal que muitas vozes, ampliadas pela democracia das redes sociais, podem colocar verdades simples e urgentes: é contra o lulopetismo, versão cruel e envenenada do populismo, que deve ser voltada nossa indignação.
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