O pleito recente demonstrou que metade do eleitorado
rejeitou o esquema de poder que os ideólogos do PT chamam de “nosso projeto”. A
outra metade, à exceção de minoria composta por fanáticos e larápios, aprovou
iludida com as bondades que o governo semeou na medida em que esvaziava os
cofres da nação.
Sabido é de todos nós que para implementar medidas
necessita-se de um plano e de capital político para levá-lo à pratica. Isto se
falarmos de democracia. Nas ditaduras o respaldo é substituído pelo terror.
As medidas já anunciadas, justas ou não, haverão de
corroer o apoio que o povo inocente aportou à reeleição porque serão suprimidas
as benesses que lhe foram alcançadas. Se o simples anúncio de que seriam
tomadas por Aécio e Marina decidiram a eleição a favor da candidata-presidente
que não será agora quando realmente levadas à prática? Seria ingênuo demais
supor que a oposição, por ver que algumas de suas teses estão sendo adotadas,
viria em socorro do governo sitiado.
Feitas as contas, somando-se quem é contra com quem se
desencantou, noves fora, sobrará do antigo caudal de apoio de que dispunha a
base aliada, se muito, um punhado de cinzas.