Há algo de assombroso na argumentação a favor de Dilma
Rousseff ou, com maior abrangência, a favor do Governo. A evidência é
desprezada em favor da hipótese. Como alguém no meio da rua, embaixo de
um guarda-chuva, a indagar dos passantes se está chovendo.
Ondas e ondas de brasileiros saem às ruas protestando em sucessivas manifestações. O pró festeja o fato de que o último protesto foi inferior ao primeiro. Esquecido de seu compromisso com a democracia constata haver mais ricos do que pobres; assume-se racista ao festejar maioria branca nos movimentos como se desprezar pessoas brancas fosse menos sinistro do que fazê-lo com pessoas negras.
O pró migra do auge da tolerância para o auge do moralismo furibundo e quer toda a corrupção punida ou nenhuma. E as privatizações das teles? Esbraveja. E a venda da Vale? E o mensalão mineiro?
Infelizmente não mais que dois enquadramentos são possíveis: o pró é doente ou é corrupto.
Ondas e ondas de brasileiros saem às ruas protestando em sucessivas manifestações. O pró festeja o fato de que o último protesto foi inferior ao primeiro. Esquecido de seu compromisso com a democracia constata haver mais ricos do que pobres; assume-se racista ao festejar maioria branca nos movimentos como se desprezar pessoas brancas fosse menos sinistro do que fazê-lo com pessoas negras.
O pró migra do auge da tolerância para o auge do moralismo furibundo e quer toda a corrupção punida ou nenhuma. E as privatizações das teles? Esbraveja. E a venda da Vale? E o mensalão mineiro?
Infelizmente não mais que dois enquadramentos são possíveis: o pró é doente ou é corrupto.
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