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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

TEORIA DO PIOR


O título resume o que seria Teoria do Quanto Pior Melhor, pecha comumente lançada contra os que se opõem ao governo. Há medidas corretas e ninguém que seja lúcido lhes nega apoio. O que acertadamente se não deve apoiar são propostas cujo alcance final é dar sobrevida a um mal manifesto.
A maioria tem muito clara a necessidade de enxugamento profundo em todo o arcabouço administrativo da nação, mas não se agrega à ideia de pinçar direitos e jogá-los aos peixes para que, folgadamente, a horda palaciana prossiga na roubalheira, no desperdício e na gastança.
Agora, quando até Colombina Pierrô e Arlequim perceberam a inevitabilidade
da queda, o governo Dilma acena com a redução dos ministérios. Diziam até ontem que a economia entre os haver quarenta ou doze era insignificante. Posta de lado a falsidade disto, como não ver que envolve inaceitável indecência? País algum pode aspirar a um mínimo de progresso se tem como norte fabricar ministérios para acolher aliados. Não há indagar o quantum do ônus de tal prática. Ela envenena a alma nacional e sinaliza a favor da mais generalizada corrupção e oportunismo.
O tardio aceno de Dilma será resistido e lhe apressará o fim. Que sentido teria socorrer o governo e aplaudir a proposta? Lupus pilum mutat nom mentem. O lobo muda o pelo, não o caráter.

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