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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A AUSENTE


Multiplicam-se análises e prováveis saídas para a conjuntura, mas, curioso, na maioria delas não é levada em conta aquela que, sozinha, dispensaria outras variáveis: a realidade. Reprovação acima dos 70%, inflação galopante, dólar em disparada, políticos sob investigação ou denúncia, incapacidade de honrar a dívida pública, iminência de rebaixamento para área de risco, desemprego desgovernado.
Ante esse quadro anunciam-se chamamentos da classe patronal a que se busque concórdia. Concórdia? Com quem? Estarão esquecidos nossos valentes representantes do setor que, até ontem, estavam casados com o governo que causou tudo isto e dele hauriram toda a sorte de favores e de benesses?
A ideia de organizar no senado um dique capaz de conter a balbúrdia vinda da câmara, se prosperar, terá como consequência sério agravamento do que já se mostra gravíssimo. A sobrevivência do governo Dilma arruína toda e qualquer composição que se possa urdir ainda que oriunda da mais brilhante cabeça. Sem que fique assente a necessidade de remoção do atual governo, composições palacianas seriam vãs, não fossem antes desastrosas.
Três são as saídas impostas pelas circunstâncias: renúncia, cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE ou impeachment.

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