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terça-feira, 18 de agosto de 2015

ÀS VÉSPERAS DE


Nada a favor de Eduardo Cunha não seja a hostilidade que lhe move a cidadela do crime entrincheirada no Palácio do Planalto em Brasília. A nação está em guerra contra a corrupção e, pelo que se tem notícia, inimigos dificilmente miram suas armas contra os mesmos alvos. Se Dilma e seus sequazes querem-no morto é porque algo de útil está fazendo contra o mal. E está.
Sejam quais forem seus móveis, possivelmente ambições de poder, percebeu o arguto parlamentar que o governicho populista é, a esta altura, burro morto. No colégio que preside, 513 deputados, grassa o descontentamento devido a que a cúpula em declínio não tem benesses a distribuir. Daí que os ministros nomeados pela presidência já não são ouvidos pelos deputados da sigla contemplada. Com isso perde o governo os elos de transmissão com a câmara e, como consequência, engrossa o poderio de Eduardo Cunha.
Como a reforçar o inesgotável dito “quem não tem cão” foi o desarvorado Estado Maior palaciano socorrer-se de Renan Calheiros, “wanted”. Pretende bloquear com o apoio de Renan - adquirido sabe-se lá com que sinistras moedas- as desconfortáveis votações oriundas da câmara. Não vai conseguir.
Que o conseguisse! As manifestações populares, a inflação galopante, a economia em declínio, o dólar disparado, as notas de rebaixamento, a descrença generalizada e profunda tornam as áfricas de Renan menos importantes do que a lã das cabras.

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