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terça-feira, 27 de setembro de 2011

SOBRE UM ARTIGO DE PERCIVAL PUGGINA

Não dá para aceitar a mensagem contida no artigo “Quem é a favor da corrupção?”, Zero hora, 25, do brilhante, aliás brilhantíssimo, Percival Puggina.

De um lado está a corrupção. De outro estamos nós. E que diz o articulista? Em vez de atacar a corrupção, volta-se contra nós, apontando falhas em nossa espontânea forma de luta, consistente em ganhar as ruas, levantando faixas e cartazes.

Diz que não temos foco. Que não apontamos corruptos nem malfeitos. Argumento, diga-se, análogo ao que usam parlamentares corruptos para bloquear CPIs.

Valha-nos Deus. Melhor faria o grande Percival se segurasse um cartaz apontando corruptos e malfeitos e viesse juntar-se a nós.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

VELHA CANTILENA

O PT ressuscita como partido ideológico. Desta vez para opor-se ao repúdio à corrupção que se alastra, atribuindo-o a uma conspiração da oposição e da “mídia conservadora” contra os interesses do povo brasileiro.

É sempre a mesma cantilena, o mesmo ódio à democracia, o não reconhecimento dos contrários e a torpe, reacionária e mesquinha visão de que o povo, a pessoa comum, não tem personalidade, não tem discernimento e só está bem sob a tutela dos bons pastores, os líderes da esquerda.

Tão furiosa mostra-se essa postura que em resolução a ser submetida ao 4º Congresso do PT que se inicia hoje, transparece a discrepância do partido com o governo da presidente Dilma.

A luta contra a corrupção, segundo a canhestra resolução, não pode generalizar-se. Somente os órgãos repressivos podem ocupar-se da praga. A imprensa, os partidos, as organizações sociais, o povo enfim, não podem entrar no baile.