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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SEM BALACA

Há muitos anos, sabem disso meus raros ouvintes do Visão Geral, venho afirmando que o PT está condenado a ser partido pequeno, como o PSOL, ou o PCdoB. Está na natureza dos partidos ditos ideológicos, com rígida estrutura orgânica e viés revolucionário, ainda que mitigado sob outras denominações como progressista ou popular, serem pequenos e de pouca presença no palco político.
Condições já desaparecidas do cenário mundial permitiram-lhes
momentos de grandeza. O PCUS (Partido Comunista da União Soviética) diminuta facção, mantida com excepcional coesão pelo pulso de Lenin, contrariando princípio assentado pelo próprio Marx, tomou o poder na Rússia. Marx havia declarado impossível a tomada do poder em país isolado. O campo para sua revolução restringia-se ao mundo europeu estrito senso, de que a Rússia predominantemente asiática e feudal não fazia parte. Debilitada ao extremo pela guerra, a monarquia dos Romanov sucumbiu nas mãos dos bolcheviques porque eram estes a menos fraca das oposições que vicejavam no caos reinante. Traindo a promessa de expropriar os meios de produção da burguesia para criar um Estado Operário, o partido criou o terror e de forma que dispensa explicação tornou-se gigante. Até sumir como sumiu.
Os poderosos partidos comunistas, francês e italiano, conheceram a opulência enquanto se manteve a luta contra a selvageria do capitalismo, secundando pleitos reivindicatório
s dos assalariados. Ademais grande prestígio lhes conferiu a participação na frente mundial contra o nazismo. A modernização das relações de trabalho, o fim do pesadelo nazista, e o colapso do “paraíso socialista” soviético decretaram-lhes o enxugamento que os condena hoje à condição de nanicos.
Seria encompridar desnecessariame
nte descrever o destino do Partido Comunista Chinês. Ele deixou de existir porque não há qualquer resquício de comunismo na China. Reina ali ditadura que protege um capitalismo tão desumano como o foi o jovem capitalismo ocidental ao tempo da revolução industrial.
O nazismo e o fascismo só tiveram caráter de massas após a tomada do poder, pondo os recursos públicos a serviço do fanatismo patrioteiro. Vegetam hoje no espaço que lhes garante a democracia como organizações anãs.
O Partido dos Trabalhadores só cresceu quando desmentiu sua carta de fundação e, acaudilhado por Lula, firmou a mais permissiva aliança já vista por aqui. Collor, Sarney, Barbalho e uma súcia de siglas de aluguel que protagonizam os tristes episódios destes dias.
Estas as razões que me levaram a prever, há muito tempo, o encolhimento do PT às dimensões impostas a quantas agremiações propugnem por uma “democracia” que não é a que todos querem.

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