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sábado, 27 de setembro de 2014

BARBÁRIE - publicado no facebook em 25 de setembro.


Quando às vésperas da guerra, em Munique, Chamberlain e Daladier entregaram a Tchecoslováquia para Hitler a pretexto de apaziguá-lo, Churchill proferiu uma de suas célebres frases: "entre a paz e a honra, preferiram a paz, e terão a guerra". A humanidade aprendeu que não se pode, a pretexto de salvar a paz, transigir com tiranias sanguinárias.
Agora, no Oriente, uma seita de fanáticos pretende criar um califado teocrático a expensas de territórios pertencentes a Síria e Iraque. A ONU, em impressionante unanimidade, condena o banditismo e autoriza o emprego da força para a erradicação do bando que pretende eliminar etnias inteiras por decapitação, invocando motivos religiosos. O Ocidente e o mundo árabe estão formando formidável coligação para enfrentar o terrorismo do autodenominado Estado Islâmico
Nossa presidente proferiu na sessão inaugural da assembleia geral das Nações Unidas discurso que nos condena ao mais sombrio isolamento, condenando a intervenção armada contra os genocidas.

 

CINISMO - publicado no facebook em 19 de setembro.

Dilma tem afirmado que a corrupção ganha visibilidade graças ao empenho de seu governo em facilitar as investigações. O dito de per se falso - eis que mais fácil do que se empenhar na repressão ao roubo é parar de roubar- encontra agora desmentido pleno no que diz o delator Paulo Costa: houve roubalheira em Pasadena, eu próprio recebi um milhão e meio de propina.
Sem contar que a alegação de empenho se contrapõe a mais deslavada resistência oposta pela base aliada aos esforços das comissões parlamentares em esclarecer os fatos. De sorte que se torna impossível acreditar na boa fé dos que dizem acreditar nas esfarrapadas explicações palacianas. Não é crível haver torpeza para tanto.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

POVO E CULPA

     Surpreende o número de pessoas que pretende descarregar no povo a culpa pelo mar de lama reinante. Antes de nada, lembremos a lição que nos deixaram os nominalistas dos séculos Xl e Xll. Os universais não têm concretude, expressam apenas uma ideia. Assim podemos perguntar: que povo? Quem é o povo? O que é povo? A quem se referem?
     Sim porque povo designa um conjunto e nesse conjunto, concretamente, estão Pedro, Manoel, Euclides, uma infinitude mais, cada qual com seu modo de ver. Ademais é palpável que na camorra corrupta encontram-se banqueiros, empreiteiros, burocratas, proprietários rurais e uma cúpula intelectual que, sem alívio, trombeteia em favor do governicho infame que nos infelicita.
     Assim sendo, quer nos parecer, com todo o respeito, que pôr a culpa sobre os que têm menos acesso à informação, e são seduzidos por bondades ilusórias, traz um ranço elitista que em nada contribui para fortalecer a democracia.