Do que escrevi ontem “O que exige o momento”
extraio uma ideia que em dilmês melhorado seria isto: os políticos são o
que são, não apenas pelo que são, mas pelo que as circunstâncias lhes
permitem ser. Todo este circunlóquio se opõe ao que dizem alguns sobre a
imprestabilidade de nossos homens públicos. Tal forma de ver, a da
imprestabilidade, decorre da desconsideração do quadro em que se movem
os agentes, entendido por quadro o conjunto quase inabarcável de variáveis que incidem no comércio da vida, onde se desenrola o fazer político.
Com base na premissa acima afirmamos que uma coisa é um corrupto no reino da impunidade e, outra, no país do juiz Sérgio Moro. Uma coisa é um Sarney no país do Lula, outra na terra da Ângela Merkel. Por isso, vemos como inadequada a ideia que propugna pela renovação completa dos políticos como condição para sairmos do buraco. Essa tese peca por escolher uma via meramente artesanal na construção da nova realidade. Ela desconhece a força popular, a elevação do nível de consciência das pessoas que advém não só do maior acesso à informação como da experiência viva, do sofrimento imposto pela inépcia e voracidade dos governantes.
É do nível de participação e cobrança do povo que se forma o espectro da gestão da coisa pública. Em contrário, esperar a solução pela renovação dos quadros políticos demandaria séculos, que vem a ser outra forma de dizer impossível. O progresso político imporá a renovação e não o contrário. Entender que a renovação trará o progresso é uma abstração que desconsidera a práxis política, como se a modificação fosse mera questão de vontade e não uma resultante de uma gama complexa de fatores. O tema não se esgota aqui e possivelmente o retomemos.
Com base na premissa acima afirmamos que uma coisa é um corrupto no reino da impunidade e, outra, no país do juiz Sérgio Moro. Uma coisa é um Sarney no país do Lula, outra na terra da Ângela Merkel. Por isso, vemos como inadequada a ideia que propugna pela renovação completa dos políticos como condição para sairmos do buraco. Essa tese peca por escolher uma via meramente artesanal na construção da nova realidade. Ela desconhece a força popular, a elevação do nível de consciência das pessoas que advém não só do maior acesso à informação como da experiência viva, do sofrimento imposto pela inépcia e voracidade dos governantes.
É do nível de participação e cobrança do povo que se forma o espectro da gestão da coisa pública. Em contrário, esperar a solução pela renovação dos quadros políticos demandaria séculos, que vem a ser outra forma de dizer impossível. O progresso político imporá a renovação e não o contrário. Entender que a renovação trará o progresso é uma abstração que desconsidera a práxis política, como se a modificação fosse mera questão de vontade e não uma resultante de uma gama complexa de fatores. O tema não se esgota aqui e possivelmente o retomemos.
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