Causa graça quando altas patentes sobem no
pedestal para proclamar que não se pode prejulgar ninguém. Momentinho
meu: quem não pode prejulgar é o juiz quando preside uma ação. Pretender
que não possamos julgar nós outros, aqui na planície, nós, os burros de
carga, os que trabalhamos meio ano para abastecer os cofres do palácio,
nós que botamos o pé no barro e perigamos levar tiro e facada de
bandido a todo o momento, que morremos no corredor clamando por uma
aspirina, nós não podemos? Teremos que esperar, acaso, que as ações
penais, dentro de dez, doze ou vinte anos, transitem em julgado?
Brincadeira tem hora, senhor ministro. Deixe disso. Confundir processo
judicial com processo político para proteger ladrão?
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