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quarta-feira, 1 de julho de 2015

DA FALSA LIDERANÇA


A alucinação dos ideólogos do PT adjudicou a Lula condição de líder nato. Ele conduziria as classes oprimidas ao mundo luminoso da igualdade, sonho da velha esquerda que junto com o muro de Berlim viera abaixo. Devedora de tantos e atrozes erros, justiça lhe seja feita, a ortodoxia do velho comunismo esse não teria cometido. No velho partidão, Lula, por mais méritos e medalhas que obtivesse, não ganharia a direção antes de cursar o “Mobral” do leninismo, o estágio médio, e por fim os altos estudos da doutrina. Sem isso, jamais passaria de um destacado militante, dirigente talvez de unidades menores.
Como tudo que este rigor doutrinário produziu transformou-se em cinza, a nova esquerda que emergiu dos destroços jogou a um canto o lado “científico” da utopia, e dando livre curso às lucubrações pequeno-burguesas, passou a adotar um ecumenismo à la diable onde tudo passou a ser valorizado, desde que cabível no marco visionário de distribuir benesses sem se preocupar com os recursos. Deu no que deu.
Em semelhante quadro de debilidade permissiva, encontrou a inata vocação de Lula para a demagogia populista excelente meio de cultura para se desenvolver da forma surpreendente que ocorreu. Durou muito na dimensão de nossas vidas, mas não passou de um sopro na de nossa história.

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