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terça-feira, 7 de julho de 2015

HUMILHAÇÃO


Pouco falado, pareceu-me, o fato de estar sendo retardada a extradição de Henrique Pizzolato, condenado na ação penal 470, mensalão, por alegar a Itália não possuir o Brasil prisões adequadas à custódia de seres humanos. A contundente veracidade do alegado torna irrelevante outros motivos a explicar a recusa ou retardo da extradição como fosse um revide de Roma ao vergonhoso acoitamento dado por Lula, com as artes de Tarso Genro, ao bandido italiano Cesare Batistti, condenado à prisão perpétua pela prática de quatro homicídios. De ser isto verdade somam-se desgraças: a de nossas prisões serem desumanas e a de ser nosso país refúgio de assassinos.
Doze anos faz que o PT governa. Se ruim era o estado dos presídios quando se iniciou este triste ciclo, imagine-se o estrago por tão longo tempo de total, redonda, completa, absoluta desídia. Basta olhar para os hospitais, para as escolas, onde se recebem inocentes, para imaginar o que acontece onde se prendem condenados.
Da tétrica condição de nossos presídios vez que outra se escuta e se vê na imprensa. Dos cuidados tomados pela Itália antes de extraditar Pizzolato também se deu notícia. Mas não se viu da parte de quem, em conjunto, artistas, escritores, pensadores, o que se pode chamar de alma nacional, uma clara denúncia dessa vergonha, desse supremo rebaixamento que é, nos dias de hoje, estar o Brasil na condição de republiqueta que condena seus presos ao inferno. Na pessoa de Pizzolato o sinistro binômio da era petista: corrupção e abandono.

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