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quarta-feira, 22 de julho de 2015

POSTO DE OBSERVAÇÃO


Tenho como certo que para observar o que está se passando no Brasil tem melhor posição quem está na planície, longe da fervura, que os próprios protagonistas da cena política. A começar pela singela constatação de que na crise somente grandes líderes acertam a leitura, coisa impossível de acontecer em Brasília porque foi precisamente a carência de líderes que causou a desgraça.
Ilustra o que estamos dizendo notícia da imprensa sobre a pressão de aliados para que seja substituído Aloisio Mercadante por Jacques Wagner na chefia da Casa Civil. Haverá alguém entre os que leem jornais, escutam rádio, ou assistem os noticiosos de TV, capaz de apontar diferença entre estas duas personalidades?
A única que vislumbro é que Mercadante, sabe-se lá por que nebulosas circunstâncias, é hostilizado por Lula, enquanto Wagner goza da simpatia do chefão. Ora, se não estou perdido, nulidade por nulidade, neste duro trajeto por que passa o Palácio, ser hostilizado por Lula até daria pontos a Mercadante.
Tudo para dizer que a esfera de poder não tem a mínima condição de encarar os fatos. Prendem-se a futricas e disputas que até as irmãs da Ordem das Carmelitas percebem que estão a passar longe, muito longe, longíssimo dos verdadeiros problemas que afligem o povo. De comida se trata, de conter a roubalheira, suprimir a gastança, vender as empresas em mãos do Estado, sinalizar robustamente que o Brasil quer distância de ditaduras bolivarianas e teocracias fundamentalista
s, para só enumerar reclamos mais candentes.
Substituir ministros? Farinha do mesmo saco? Estarão brincando? Não é provável que brinquem. Tocou à degola. A polícia chegou.

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