A sem-cerimônia de líderes petistas
para falar de “nosso projeto” encabula até quem lhes devota pouco
apreço. Se indagados de que projeto falam, pior. Vemo-nos em tal caso
sujeitos a ouvir em reedição burlesca a trágica pregação de Goebbels
sobre transformar-se em verdade a mentira repetida. Virão em torrente,
de modo a irritar até um ermitão budista, arengas a respeito de 40
milhões de brasileiros resgatados da miséria; de pródiga distribuição de
moradias; de extensão do ensino superior e de qualidade a milhões e
milhões de jovens nascidos na pobreza; de elevação do prestígio nacional
nos mais altos foros.
Paro aqui porque infinita é a ladainha falsa e ufanista. Dos 40 milhões de felizardos, por satisfeito dar-me-ia se me trouxessem três, não falo de milhões, mas de viventes salvos. A decantada democratização do ensino não nos tirou do lugar de lanterna em listas restritas de países e próximos do fim em listas ampliadas, à frente apenas de nações flageladas. As moradias construídas em plano que não fugiu ao superfaturament o
e ao saque, a par de clamor dos contemplados pelas péssimas condições
dos imóveis, caíram em mãos de gangues de bandidos a transformar em
inferno o paraíso do Minha Casa que luz na propaganda paga pelo erário
público. A elevação do Brasil no contexto mundial pode ser avaliada pelo
gelo que nos dispensam as grandes democracias do mundo e o entusiasmado
calor que nos brindam notórias ditaduras.
Paro aqui porque infinita é a ladainha falsa e ufanista. Dos 40 milhões de felizardos, por satisfeito dar-me-ia se me trouxessem três, não falo de milhões, mas de viventes salvos. A decantada democratização do ensino não nos tirou do lugar de lanterna em listas restritas de países e próximos do fim em listas ampliadas, à frente apenas de nações flageladas. As moradias construídas em plano que não fugiu ao superfaturament
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