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quinta-feira, 16 de julho de 2015

SE


Se eu fosse marqueteiro (que Deus me livre e guarde) recomendaria ao político que estivesse assessorando que, imediatamente, parasse com o sorriso cretino que candidatos ou eleitos abrem a propósito de tudo e de nada. Riem de quê, Santo Deus? Esse riso boçal, triunfalista, vitorioso, que esbanjam a solo e a coro, se algo pode render será em tempo de vacas gordas e, olha, muito gordas, empurrando o matambre.
Nestes dias bicudos, em que os meses se espicham e se encolhem os ganhos, recomendaria que, parafraseando Nelson Cavaquinho, tirassem o sorriso do caminho para que o povo sofredor pudesse passar com sua dor.

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