Há um toque sinistro na ostentação de
riqueza provinda do crime. Um mau gosto atroz marca as correntes de ouro
e os relojões dos traficantes de bermudas, e não menos, como a denotar
origem comum, as mansões dos ladrões de colarinho, suas frotas
reluzentes, a arrogância dos sorrisos, a bravata dos ditos.
Sobre todas essas coisas algo há de ruim, uma breguice má, um viço de flor de monturo, coisa pior, difícil de pontuar, mas que está aí, a empestar, a enojar, a despertar revolta.
A visão dialética vinda de Heráclito, com estação em Hegel e concurso em Marx e Engels, deixa-nos lição de que, por vezes, a evolução se dá por saltos. Pequenas mutações quantitativas vão se acumulando e, de repente, dá-se o salto. O que era aceito até ontem é repudiado hoje.
Bem pode ser que tenha havido um salto na apreciação do povo sobre Lula. O aplauso de ontem em vaia transmutou-se. Nada desautoriza pensar que haja nisso percepção do feio que ronda o político. Paira sobre Lula desconfiança, quase certeza, de que não só comandou a corrupção que assombra o mundo, como dela tirou proveito pessoal. Não se o vê ostentar tesouros, mas sua arrogância, seu pavoneio estulto a alardear sabedoria sem letras, sua grosseria contra adversários, o trombetear de obras que não fez, tudo isso, traz a marca maldita, o mau gosto chulo da bandidagem, o arrivismo sem vergonha dos aproveitadores.
Sobre todas essas coisas algo há de ruim, uma breguice má, um viço de flor de monturo, coisa pior, difícil de pontuar, mas que está aí, a empestar, a enojar, a despertar revolta.
A visão dialética vinda de Heráclito, com estação em Hegel e concurso em Marx e Engels, deixa-nos lição de que, por vezes, a evolução se dá por saltos. Pequenas mutações quantitativas vão se acumulando e, de repente, dá-se o salto. O que era aceito até ontem é repudiado hoje.
Bem pode ser que tenha havido um salto na apreciação do povo sobre Lula. O aplauso de ontem em vaia transmutou-se. Nada desautoriza pensar que haja nisso percepção do feio que ronda o político. Paira sobre Lula desconfiança, quase certeza, de que não só comandou a corrupção que assombra o mundo, como dela tirou proveito pessoal. Não se o vê ostentar tesouros, mas sua arrogância, seu pavoneio estulto a alardear sabedoria sem letras, sua grosseria contra adversários, o trombetear de obras que não fez, tudo isso, traz a marca maldita, o mau gosto chulo da bandidagem, o arrivismo sem vergonha dos aproveitadores.
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