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quinta-feira, 28 de maio de 2015

SIMPLES COMO UM COPO D’AGUA


Desde que a megalomania de Marx o levou a chamar de “científico” o modo como via o mundo, a esquerda contraiu a enfermidade crônica da empáfia. Por igual que as pessoas que ganham o apelido de “cheguei” e que mal se abancam semeiam repulsa, piedade ou riso, conforme se as vê, ideólogos e políticos de matriz marxista, antes de nada, chocam pela incomensurável autossuficiência. Entre uma legião, pelo simples dever da brevidade, cito as deputadas Jandira Fhegali e Maria do Rosário. Elas não falam como qualquer de nós. Assomam à tribuna como sacerdotisas de um templo profanado, como guardiãs das palavras sagradas. E apontam o rumo.
Tão senhoras se acham da infalibilidade da seita que abraçaram que se revelam surdas, cegas e mudas ao lamaçal em que se envolveram seus partidos ou aliados. Roubalheira na Petrobrás? Que significado tem perante o entreguismo criminoso dos privatistas? Adolescentes assassinos? Que dizer de médicos insolentes a pedalar acintosamente, tripudiando sobre a miséria da infância abandonada?
Dois milênios e meio faz que viveu aquele sobre cuja cabeça repousa o alicerce de nossa cultura. Disse lisamente: “Tudo o que sei é que sei nada”. Um lampejo, um tênue raio do farol socrático chegasse às nossas bravas deputadas!

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