Há algo muito errado em tudo isso. Uma coisa é uma ação penal, outra,
de natureza similar, mas diversa, é um julgamento político. Buscam-se
provas para incriminar a cúpula do governo nas penas previstas no
ordenamento para os crimes de responsabilidade imputáveis aos
governantes. Já no que diz respeito ao sentimento popular, vige em sua
plenitude a construção lógica de Aristóteles, conhecida como redução ao
absurdo: se a causa de determinada coisa não for esta, esta coisa
não terá causa. Se Lula, Dilma e outros jerarcas que os cercavam, não
são responsáveis pelo mensalão e pelo petrolão, impõe-se o absurdo:
estes mega escândalos não têm causa.
É por esse motivo, e não por outro, que nas democracias avançadas o governante que perde o respaldo popular pede o boné e se manda. É concebível alguém governar um país quando já não pode assomar à rua sem que um panelaço lhe desabe sobre a cabeça?
É por esse motivo, e não por outro, que nas democracias avançadas o governante que perde o respaldo popular pede o boné e se manda. É concebível alguém governar um país quando já não pode assomar à rua sem que um panelaço lhe desabe sobre a cabeça?
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