Quem precisar de um artigo sinuoso
e com intenções não muito cristalinas, passe os olhos pela crônica de
hoje, 14, de Juremir Machado da Silva, in Correio do Povo, pg.2. O
assunto é a desastrada declaração de Pepe Mujica sobre as confidências
do amigo Lula, revelando o claríssimo enigma de seu papel no mensalão.
Incapaz de elaborar qualquer raciocínio fora da dicotomia Lula x Fernando Henrique, Juremir imagina esconder sua desbragada afeição pelo ex-metalúrgico dando mais voltas que o rio Ibicuí. Reelabora as personalidades dos dois políticos, Lula e Pepe, emprestando-lhes a astúcia de Pedro Malazarte e Macunaíma por onde os safa de qualquer lambança em que se enrasquem. Para o articulista mensalão e petrolão, sumidouros de males e desgraças, mais do que são em si, devem ser encarados como pretexto de uma direita elitista e escassa que deles se vale para socavar as bases do populismo benfazejo e vitorioso.
Juremir, em textos anteriores, não se cansa de festejar os avanços dos governos petistas no campo da educação, embora as estatísticas da ONU nunca nos afastem da vizinhança da lanterna.
O cronista, a quem não faltam talento e competência, padece de distúrbio que não é incomum: ânsia de se afastar da multidão, da opinião generalizada, mesmo quando esta demonstre ponto de saturação contra uma horda irresponsável e criminosa.
Incapaz de elaborar qualquer raciocínio fora da dicotomia Lula x Fernando Henrique, Juremir imagina esconder sua desbragada afeição pelo ex-metalúrgico dando mais voltas que o rio Ibicuí. Reelabora as personalidades dos dois políticos, Lula e Pepe, emprestando-lhes a astúcia de Pedro Malazarte e Macunaíma por onde os safa de qualquer lambança em que se enrasquem. Para o articulista mensalão e petrolão, sumidouros de males e desgraças, mais do que são em si, devem ser encarados como pretexto de uma direita elitista e escassa que deles se vale para socavar as bases do populismo benfazejo e vitorioso.
Juremir, em textos anteriores, não se cansa de festejar os avanços dos governos petistas no campo da educação, embora as estatísticas da ONU nunca nos afastem da vizinhança da lanterna.
O cronista, a quem não faltam talento e competência, padece de distúrbio que não é incomum: ânsia de se afastar da multidão, da opinião generalizada, mesmo quando esta demonstre ponto de saturação contra uma horda irresponsável e criminosa.
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