Cumpre-se o velho refrão: pior cego é aquele que
não quer ver. O Governo, como quem se perde no mato, troca a esmo de
rumo, e, não raro, surpreende-se a refazer trilhas refeitas. Em
semelhante quadro não estranha que a psicologia comece a afastar a
política na formulação de análises, eis que, turbados pela proximidade
do fim, passam os governantes do erro ao desatino e deste à demência
explícita.
É elementar que questões afetas ao destino dos povos não sejam confiadas a um técnico por mais qualificado que seja. Aos expert, que não foram ungidos pelas urnas, estará sempre reservado papel que não pode sobrepujar o dos governantes, por relevante que venha a ser.
Eis porque o desempenho do ministro Levy entra para o rol dos fracassos anunciados. Profano que é em matéria política, não consegue enxergar que a economia, já exangue, vê seu mal agravado pelo simples anúncio de suas medidas. Crê, por ser egresso do alto mundo financeiro, que a única causa do descrédito do mercado na gestão governamental é a ameaça de calote nos juros da Dívida Pública e por isso apega-se à ideia de prover a reserva conhecida como superávit primário. “Foco e determinação” rezam as cartilhas. Firme nestes postulados sai nosso corpulento cavaleiro a decepar direitos, expondo ao relento viúvas, pescadores, e desempregados, numa triste paródia de seus antepassados medievais que precisamente na proteção dos mais fracos encontravam inspiração para suas cavalarias.
Deixando de lado lanças cavalos e armaduras, resta a malta de ladravazes ensandecidos que em meio ao cataclismo continuam a distribuírem-se ministérios, cargos e verbas numa evidente fuga da realidade que os espreita com algemas e tornozeleiras.
É elementar que questões afetas ao destino dos povos não sejam confiadas a um técnico por mais qualificado que seja. Aos expert, que não foram ungidos pelas urnas, estará sempre reservado papel que não pode sobrepujar o dos governantes, por relevante que venha a ser.
Eis porque o desempenho do ministro Levy entra para o rol dos fracassos anunciados. Profano que é em matéria política, não consegue enxergar que a economia, já exangue, vê seu mal agravado pelo simples anúncio de suas medidas. Crê, por ser egresso do alto mundo financeiro, que a única causa do descrédito do mercado na gestão governamental é a ameaça de calote nos juros da Dívida Pública e por isso apega-se à ideia de prover a reserva conhecida como superávit primário. “Foco e determinação” rezam as cartilhas. Firme nestes postulados sai nosso corpulento cavaleiro a decepar direitos, expondo ao relento viúvas, pescadores, e desempregados, numa triste paródia de seus antepassados medievais que precisamente na proteção dos mais fracos encontravam inspiração para suas cavalarias.
Deixando de lado lanças cavalos e armaduras, resta a malta de ladravazes ensandecidos que em meio ao cataclismo continuam a distribuírem-se ministérios, cargos e verbas numa evidente fuga da realidade que os espreita com algemas e tornozeleiras.
Ontem ainda, em mais um lance da patética farsa em que se transformou a
presidência, recebeu a Câmara medida em que pede o Palácio autorização
para aumentar em 50 bilhões os fundos do BNDES, casa que se transformou
no banco do diabo, a emprestar a 6, dinheiro tirado a 13% do couro do
povo. Isto de cambulhada com as famigeradas medidas do ajuste fiscal.
Não se iludam. Não é porque se façam de surdos que as panelas deixarão
de bater.
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