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domingo, 17 de maio de 2015

DA ESCRITA EFICAZ


Nada é mais danoso para a palavra escrita ou falada do que o clichê que também atende pelos apodos de jargão, lugar-comum, frase feita. São aquelas expressões que afloram de pronto às mentes menos criativas e se propagam “como um rastilho de pólvora” no que já se aproveita para fornecer um dos mais robustos exemplares da praga.
Termos e orações não escapam ao desgaste imposto pelo uso. Consequência disso é a quase inexpressividade que afeta o clichê, quando não, e isto é sério, sua reversão de sentido, provocando no destinatário da mensagem efeito oposto ao que era visado.
Nestes dias quando explode uma acusação de corrupto já se espera do atingido a indefectível resposta: repilo energicamente a imputação... Tenha-se como certa a recepção desfavorável da maioria dos ouvintes. Como notórios larápios afirmaram isso, somos levados a achar que o novo suspeito é mais um que desembarca da impunidade.
Claro que cabe ao indigitado negar os atos que lhe são atribuídos, mas por que não o fazer lisamente sem o abominável repilo e a dispensável energia?

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