Luís Fernando Veríssimo
condena a virulência dos ataques a Jô Soares. Diz compreender a rejeição
ao PT por seu acervo de erros e fracassos, mas não o ódio. Concordo. Jô
a quem se reconhece como maravilhoso comediante, raramente acerta como
entrevistador. Sua lamentável entrevista com a não menos lamentável
presidente resultou em fiasco que em nada o recomenda, mas não passa
disso. Por mais que o lulopetismo a tenha desfigurado, a democracia ainda
respira no Brasil e o atribulado Jô exerceu um direito ao ter feito o
que fez. Veríssimo, sem reconhecer o ridículo protagonizado pela dupla
Jô e Dilma condena a demonização do comediante, e, a meu ver, até aqui
razão lhe assiste. Só até aqui.
A coisa, o texto melhor dito, se desarruma, quando Luís Fernando começa a repetir sem o menor resquício de lucidez as lorotas distributivistas do PT, com a desbotada conversa de distribuição de renda, diminuição de pobreza, promoção de igualdade e outras fantasmagorias. Até as nuvens passageiras sabem que essas aparentes bondades foram feitas sem o menor cuidado com a sustentabilidade, logradas ao preço do derrame irresponsável do dinheiro público com o sinistro reverso que aí está: a miséria batendo-nos à porta. Igualdade sim, essa que a todos nos submerge na angústia e falta de horizonte.
Para piorar, Luís Fernando embrenha-se em distinção com laivos metafísicos entre antipetismo e ódio ao PT. Diz que o ódio ao PT antecede ao próprio PT (lindo, não?) e está no DNA da classe dominante. Pasmem, o talentoso escritor desce à vulgaridade e lança mão deste fóssil que já era caduco ao tempo ainda da guerra fria. Diz-nos que a dita dominante sufoca sempre, pelas armas se necessário qualquer avanço dos oprimidos. Deixa-nos sem compreender como se deu a independência, a república, a abolição da escravatura, a revolução de trinta, a redemocratização recente.
Torna-se incompreensível possa alguém com a monumental cultura de Veríssimo falar em conspiração de elites contra o lulopetismo. Quem será essa elite? Nunca, em tempo algum de nossa sofrida história, empreiteiros, banqueiros, latifundiários e investidores foram tão palacianos, tão íntimos do poder como nestes tristes dias. Ademais quem, que possa ser levado a sério, hostilizou o socorro aos pobres? Calma Luís. Negar-se a reconhecer a nação nas multidões que ganham as ruas em protesto já é a pior cegueira, aquela consabida do ditado: a de quem não quer ver.
A coisa, o texto melhor dito, se desarruma, quando Luís Fernando começa a repetir sem o menor resquício de lucidez as lorotas distributivistas do PT, com a desbotada conversa de distribuição de renda, diminuição de pobreza, promoção de igualdade e outras fantasmagorias. Até as nuvens passageiras sabem que essas aparentes bondades foram feitas sem o menor cuidado com a sustentabilidade, logradas ao preço do derrame irresponsável do dinheiro público com o sinistro reverso que aí está: a miséria batendo-nos à porta. Igualdade sim, essa que a todos nos submerge na angústia e falta de horizonte.
Para piorar, Luís Fernando embrenha-se em distinção com laivos metafísicos entre antipetismo e ódio ao PT. Diz que o ódio ao PT antecede ao próprio PT (lindo, não?) e está no DNA da classe dominante. Pasmem, o talentoso escritor desce à vulgaridade e lança mão deste fóssil que já era caduco ao tempo ainda da guerra fria. Diz-nos que a dita dominante sufoca sempre, pelas armas se necessário qualquer avanço dos oprimidos. Deixa-nos sem compreender como se deu a independência, a república, a abolição da escravatura, a revolução de trinta, a redemocratização recente.
Torna-se incompreensível possa alguém com a monumental cultura de Veríssimo falar em conspiração de elites contra o lulopetismo. Quem será essa elite? Nunca, em tempo algum de nossa sofrida história, empreiteiros, banqueiros, latifundiários e investidores foram tão palacianos, tão íntimos do poder como nestes tristes dias. Ademais quem, que possa ser levado a sério, hostilizou o socorro aos pobres? Calma Luís. Negar-se a reconhecer a nação nas multidões que ganham as ruas em protesto já é a pior cegueira, aquela consabida do ditado: a de quem não quer ver.
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