Velhos marxistas que receberam a graça da
desilusão, quando aquela utopia veio a revelar-se em toda a sua
hediondez, viraram as costas ao PT. Fizeram-no primacialmente por
entender que o novo partido não passava de versão vulgarizada da velha
seita e que seu vago pluralismo mais camuflava do que bania fanática
perseguição de hegemonia e de perpetuação.
Enganaram-se, ou melhor, enganamo-nos, eis que me contava entre eles, quando acreditamos, como toda a gente, que ao menos uma virtude deveria ser creditada a neo esquerda nascente: ética.
Babaus, meus caros. Um exército de pequenos burgueses, com o ideal de igualdade firmemente implantado na cabeça, mas bem longe do coração, tão pronto quanto ouviu o canto da sereia apegou-se com desusado furor à tese do Estado Grande para que a cada companheiro correspondesse um cargo.
Não tardou para que se tornasse clara a impossibilidade de suportar o erário tão grande peso. Abriram-se as porteiras para o mais deslavado aparelhamento das empresas públicas com o premeditado fito de saqueá-las para financiar o esquema de poder e, como o diabo não se contenta com pouco, para “otras cositas más”
Mas a gente não se emenda. Não é que quando as trombetas anunciaram a realização do V Congresso do Partido dos Trabalhadores passou-me a tênue esperança de que ali brotasse uma semente de regeneração? As bases para que surgisse poderoso impulso autocrítico, capaz de extrair do congresso um partido enxuto, com teses autênticas, ainda que a nosso ver erradas?
Qual o quê, como diria Jeca Tatu. Bastou que o Palácio e o perturbado Morubixaba - que ataca Dilma nos grotões e a defende na coxilha – se unissem, para que os Lênin de teatro infantil recolhessem as conjuntas.
Enganaram-se, ou melhor, enganamo-nos, eis que me contava entre eles, quando acreditamos, como toda a gente, que ao menos uma virtude deveria ser creditada a neo esquerda nascente: ética.
Babaus, meus caros. Um exército de pequenos burgueses, com o ideal de igualdade firmemente implantado na cabeça, mas bem longe do coração, tão pronto quanto ouviu o canto da sereia apegou-se com desusado furor à tese do Estado Grande para que a cada companheiro correspondesse um cargo.
Não tardou para que se tornasse clara a impossibilidade de suportar o erário tão grande peso. Abriram-se as porteiras para o mais deslavado aparelhamento das empresas públicas com o premeditado fito de saqueá-las para financiar o esquema de poder e, como o diabo não se contenta com pouco, para “otras cositas más”
Mas a gente não se emenda. Não é que quando as trombetas anunciaram a realização do V Congresso do Partido dos Trabalhadores passou-me a tênue esperança de que ali brotasse uma semente de regeneração? As bases para que surgisse poderoso impulso autocrítico, capaz de extrair do congresso um partido enxuto, com teses autênticas, ainda que a nosso ver erradas?
Qual o quê, como diria Jeca Tatu. Bastou que o Palácio e o perturbado Morubixaba - que ataca Dilma nos grotões e a defende na coxilha – se unissem, para que os Lênin de teatro infantil recolhessem as conjuntas.
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