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quarta-feira, 10 de junho de 2015

LIMITES


Começaram a roubar às colheradas, depois por xícaras, por baldes, barris, contêineres. De estranhar porque por mais bronco que venha a ser um homem sempre terá noção de limite. Como pode pensar Dirceu, simples bacharel em direito, que poderia vender-se como consultor (consultor de quê?) capaz de faturar milhões por ano “prospectando negócios em vários continentes” conforme suas próprias bizarras palavras?
E os empreiteiros? Homens carpidos na luta, com experiência para dar e vender, ladinos, resvalosos, desconfiando até da própria sombra, como puderam crer que poderiam evoluir de dois para trinta bilhões no preço de suas obras?
Há que ter-se humildade para compreender que o fenômeno humano não cabe em formulações acadêmicas, nem nos formulários dogmáticos dos cientistas políticos. Mensalão, petrolão, sonhos maus de que acordamos a tempo de não morrer dormindo.

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