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quarta-feira, 10 de junho de 2015

IGNORÂNCIA DESUMANA


A expressão foi usada por Roberto Campos, dirigida a Ulisses Guimarães, não sei se com inteira justiça. Perspicaz como era não devia ignorar Roberto a estatura moral e política de Ulisses. “A ignorância do doutor sobre economia chega a ser desumana”, eis a frase.
A ignorância de Luís Inácio Lula da Silva sobre a generalidade das questões é, para dizer o mínimo, superior ao que suporta a condição humana, sem que se possam ressalvar as virtudes que marcavam a personalidade do Senhor Diretas.
Discursando perante a 39ª conferência da ONU para Agricultura e Alimentação, desfiou Lula um rosário de sandices que assombram não só pela ignorância como pela carga de cinismo e mau caráter. Disse não imaginar que matar a fome de pessoas pudesse causar tanta reação. Que a depender de ministros da fazenda nenhum presidente promoveria distribuição de renda. Aduziu ainda que a distribuição de renda para os pobres faz crescer a demanda, o comércio, a produção, os empregos e gera um círculo de desenvolvimento.
Para começar sabe Lula que em momento algum, segmento algum, fez reparo a programas que visassem a diminuir a fome. Perfidamente tenta encobrir com essa falsidade os verdadeiros motivos da repulsa que assola a ele e a seu partido.
A resistência de ministros da fazenda a programas de distribuição de renda só se explica pela flagrante irresponsabilidade de tais programas quando despojados de um mínimo de sustentabilidade. Lula teima em impor a imagem do paizão que vencendo a resistência reacionária de ministros, mesmo de sua escolha, distribui benesses, encarnando assim a imagem do benfeitor, do provedor, fonte de bondades que o credenciam ao amor e reverência do povo.
Por último, e aqui se mostra em todo o esplendor a incapacidade de Lula de recolher qualquer ensinamento dos fatos, bate ele na exaurida tecla do desenvolvimento via distribuição de renda. Aumentar de forma delinquencial acesso ao dinheiro, pondo de lado o investimento, jogando às favas estradas, portos, ferrovias, aeroportos, pesquisa, educação, saúde; infenso ao drama a que foi submetido o submisso Guido Mantega, transformado em bufão com suas risíveis previsões de melhora, e, a vista de tudo o que se deu, insistir em que distribuir renda é o mapa da mina, deixa ver de forma claramente vista que se somam em Lula crassa ignorância e incurável má-fé.

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