Que tempos! Que costumes! Exclamou Marco
Tulio Cícero há dois mil e 78 anos, no senado romano. De não pouco se
abismava o genial tribuno. De não pouco nos abismamos nós ao ver
esquerdistas impedidos de aparecer em público sob pena de vaias, apupos e
panelaços.
Antigamente gente de esquerda, nos duros e heroicos dias das ditaduras, tanto a que foi suportada sob Getúlio Vargas como a que nos desgraçou recentemente, andava mal de sapatos, mal vestida, multiplicando tostões para financiar boletos clandestinos, resistindo a dietas de camelo, tudo pela causa.
A bem da verdade, embora perigue a dita, a rapaziada ignorava os horrores que o stalinismo produzia no antigo império dos tzares e repúblicas “aliadas”. Padecendo a repressão, tocados pela chama do ideal, oscilando entre o grotesco e o sublime, cercava-os uma aura de heroísmo. Eram amados por quantos soubessem de seus sonhos. Fugir, mesmo, só da polícia.
Quando os sonhos ruíram, mais duro emblema o muro de Berlim vindo a baixo, desorientados, tontos, os meninos “como contas, quando se corta o rosário” na fulgurante metáfora de José Hernandez, começaram, como terneiros recém-nascidos a seguir qualquer vaca. Teologia da Libertação, mais Revolução Cultural, uma pitada de Hinduísmo outra de afro, outra de pajelança. Tudo isto bem misturado seria inofensivo se o diabo não tivesse metido a pata. Eis que um animoso líder sindical, firme em seu propósito de chegar à bonança disse à gurizada: vinde a mim que eu vos levarei a uma terra onde correm rios de leite e mel.
Levou. Mancomunou-se com propagandistas que sabiam correr maneados e ofereceu uma generosa lasca aos abonados. Ganhou a primeira eleição. O resto todos sabem. Está na mesa.
Antigamente gente de esquerda, nos duros e heroicos dias das ditaduras, tanto a que foi suportada sob Getúlio Vargas como a que nos desgraçou recentemente, andava mal de sapatos, mal vestida, multiplicando tostões para financiar boletos clandestinos, resistindo a dietas de camelo, tudo pela causa.
A bem da verdade, embora perigue a dita, a rapaziada ignorava os horrores que o stalinismo produzia no antigo império dos tzares e repúblicas “aliadas”. Padecendo a repressão, tocados pela chama do ideal, oscilando entre o grotesco e o sublime, cercava-os uma aura de heroísmo. Eram amados por quantos soubessem de seus sonhos. Fugir, mesmo, só da polícia.
Quando os sonhos ruíram, mais duro emblema o muro de Berlim vindo a baixo, desorientados, tontos, os meninos “como contas, quando se corta o rosário” na fulgurante metáfora de José Hernandez, começaram, como terneiros recém-nascidos a seguir qualquer vaca. Teologia da Libertação, mais Revolução Cultural, uma pitada de Hinduísmo outra de afro, outra de pajelança. Tudo isto bem misturado seria inofensivo se o diabo não tivesse metido a pata. Eis que um animoso líder sindical, firme em seu propósito de chegar à bonança disse à gurizada: vinde a mim que eu vos levarei a uma terra onde correm rios de leite e mel.
Levou. Mancomunou-se com propagandistas que sabiam correr maneados e ofereceu uma generosa lasca aos abonados. Ganhou a primeira eleição. O resto todos sabem. Está na mesa.
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