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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

SOBRE HONESTIDADE

Ser rico é muito bom. Isto é tão certo que ninguém precisa experimentar para certificar-se. Muitas vezes para tornarmos a pobreza menos dolorosa passamos a desfigurar a riqueza e nos tornamos mais pobres ainda. Sim porque diminuímos nosso estoque de lucidez ao afirmar uma sandice.
Dizem que riqueza não traz felicidade. E não traz mesmo. Traz conforto, segurança, possibilidade de conviver com e cultivar a beleza. De quebra a suprema chance de ajudar o próximo. Traz também muita porcaria: ostentação, arrogância, mau gosto generalizado; no vestir, no mobiliar, no ouvir, no ler.
Mas o mal maior que se pode atribuir à opulência é seu poder de atração a pôr a prova nossa honestidade. Mensalões e petrolões aí estão para dizer de que é capaz um humano para acercar-se ao poder do dinheiro. Quando ouvia alguém apregoar a honestidade de outrem o saudoso sábio que foi Otávio Santos indagava:
- Mas ele tem matéria prima?
- Que matéria prima doutor?
- Pergunto se já teve chance de roubar.
Otávio punha como pressuposto da honestidade a renúncia ao roubo. Esta sim capaz de trazer felicidade. A sensação da honra em sua plenitude é um bem indizível que, entrevisto, nos atrairá com uma força cósmica.

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