Sofremos, os que refutam postulados
esquerdistas, acusações que podem e devem ser rebatidas, visto baseadas
em premissas falsas. Para começar a de que endeusamos o capitalismo.
Crianças talvez entre nós ou quem a elas se equipara em ingenuidade pode
ter semelhante leitura. Sabemos que a economia de mercado enseja vasta
cadeia de males e deformações, entre as quais, desigualdade, consumismo,
desperdício e poluição. Também sabemos, com sabedoria implacável,
que toda tentativa de suprimir o capitalismo, quer pela força quer pela
persuasão, resultará em sangue, suor, lágrimas, fome, censura,
insegurança e doença. É que, para mal de nossos pecados, somos todos
capitalistas, desde o mendigo ao grão duque, realizados alguns,
frustrados outros, egoístas todos; apegados ao “meu”, base humana e, ao
que tudo indica, imutável, sobre que repousa nosso frágil consenso
civilizatório.
Desde que assumiu sua face atual, por volta de 1760, notadamente com o surgimento dos teares ingleses, propiciados pela máquina a vapor, a livre iniciativa tem ensejado ponderáveis avanços e trágicos retrocessos. Entre os primeiros, basta que se atente para os pavilhões insalubres, mal iluminados, mal arejados, onde, em jornadas de 15 horas, de segunda a sábado, vidas eram consumidas num labor cruel, de mínimas esperanças e interminável martírio. Desconhecia-se qualquer rudimento de seguridade social. Hoje, em decorrência de uma narrativa rica e complexa, que obviamente não cabe nestas notas, chegou-se à empresa moderna em que o conforto do trabalhador deixou de ser apenas magnanimidade ou obrigação para transformar-se em fator de lucro. No meio social, aparelhada a esse avanço, disparou a ciência, com assombrosos resultados na tecnologia, na saúde, na educação, na diminuição da fome crônica e epidêmica. Mais ponderável que tudo, o fortalecimento da percepção coletiva sobre a imperiosidade do respeito aos direitos, individuais ou coletivos.
Entre os males, em grande parte devida ao fortalecimento do nacionalismo dos séculos dezenove e vinte, a luta bestial por mercados, expansão do colonialismo e duas guerras catastróficas.
Desde que assumiu sua face atual, por volta de 1760, notadamente com o surgimento dos teares ingleses, propiciados pela máquina a vapor, a livre iniciativa tem ensejado ponderáveis avanços e trágicos retrocessos. Entre os primeiros, basta que se atente para os pavilhões insalubres, mal iluminados, mal arejados, onde, em jornadas de 15 horas, de segunda a sábado, vidas eram consumidas num labor cruel, de mínimas esperanças e interminável martírio. Desconhecia-se qualquer rudimento de seguridade social. Hoje, em decorrência de uma narrativa rica e complexa, que obviamente não cabe nestas notas, chegou-se à empresa moderna em que o conforto do trabalhador deixou de ser apenas magnanimidade ou obrigação para transformar-se em fator de lucro. No meio social, aparelhada a esse avanço, disparou a ciência, com assombrosos resultados na tecnologia, na saúde, na educação, na diminuição da fome crônica e epidêmica. Mais ponderável que tudo, o fortalecimento da percepção coletiva sobre a imperiosidade do respeito aos direitos, individuais ou coletivos.
Entre os males, em grande parte devida ao fortalecimento do nacionalismo dos séculos dezenove e vinte, a luta bestial por mercados, expansão do colonialismo e duas guerras catastróficas.
(Haverá continuação destas notas sob
o mesmo título)
o mesmo título)
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