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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PENA DE MORTE

Há quem seja a favor e quem seja contra. Tautologia? Sim. Estou gastando parte da quota mínima a que todos temos direito. Vez por outra se faz necessário colocar a evidência na portada de um assunto para que as coisas se esclareçam. Como é perfeitamente compreensível haver quem respalde a pena capital, nada há de estranhável que ela figure no ordenamento jurídico de uma democracia. É o que ocorre na Indonésia. A reprimenda está prevista na legislação daquele país para os crimes que envolvem narcotráfico.
Por desgraça, compatriotas nossos foram condenados, um deles já morto por fuzilamento. O governo brasileiro, cumprindo inescapável dever de solidariedade empenhou-se diplomaticamente para obter a sustação da pena. Até aí morreu Neves.
Como o atual governo parece ter celebrado um pacto com o grotesco, nossa presidente, rompendo todos os princípios secularmente firmados no comércio diplomático, coroando uma série de ameaças de represálias, ridículas diga-se, acabou por desfeitear o novo embaixador da Indonésia, mandando que o avisassem, já nos corredores do palácio, ele que vinha para apresentar credenciais, de que não seria recebido. Lembremo-nos que a presidente recomendou diálogo com o Estado Islâmico e silenciou sobre as arbitrariedades de Maduro na Venezuela. Seria de cair para trás, já não nos houvesse derrubado o incomensurável Petrolão.

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