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terça-feira, 26 de novembro de 2013

PRISÕES

Em qualquer país medianamente culto e estável, prisioneiro não é assunto. Nos Estados Unidos, Bernard Maddof, ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq, condenado a mais de cento e cinquenta anos de prisão, sumiu do noticiário tão pronto como se consumou seu julgamento.
Entre nós, dois ou três apenados pelo STF encontram respaldo em importantes veículos para grasnar cansativas ladainhas, em que se declaram vítimas de uma elite incorpórea, digna de figurar em narrativas mitológicas, em meio a ninfas, faunos e unicórnios. Por que isto acontece? Possivelmente mais um caso ligado ao fenômeno que se popularizou como jabuticaba, fruta que, diz-se, só dá no Brasil.
Bem menos difícil do que explicar o ruído em torno das prisões é prever sua consequência. O grosso da tropa que Lula arregimentou sob a denominação de base aliada é avessa a radicalismos. Seu único propósito é apropriar-se do bem público, quando não através do saque, por meio da pródiga distribuição de cargos e benesses. Tudo sob proclamas de amor à lei, ao Estado de Direito, à liberdade de imprensa. Daí que as palavras de ordem incendiárias que emanam da papuda e do Diretório Central do PT, visando a desmoralizar a Justiça, assustam a companheirada e, se não forem contidas, acabarão por provocar deserção em massa.

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