Em qualquer país
medianamente culto e estável, prisioneiro não é assunto. Nos Estados Unidos,
Bernard Maddof, ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq, condenado a mais de
cento e cinquenta anos de prisão, sumiu do noticiário tão pronto como se consumou
seu julgamento.
Entre nós, dois ou
três apenados pelo STF encontram respaldo em importantes veículos para grasnar
cansativas ladainhas, em que se declaram vítimas de uma elite incorpórea, digna
de figurar em narrativas mitológicas, em meio a ninfas, faunos e unicórnios.
Por que isto acontece? Possivelmente mais um caso ligado ao fenômeno que se
popularizou como jabuticaba, fruta que, diz-se, só dá no Brasil.
Bem menos difícil
do que explicar o ruído em torno das prisões é prever sua consequência. O
grosso da tropa que Lula arregimentou sob a denominação de base aliada é avessa
a radicalismos. Seu único propósito é apropriar-se do bem público, quando não
através do saque, por meio da pródiga distribuição de cargos e benesses. Tudo
sob proclamas de amor à lei, ao Estado de Direito, à liberdade de imprensa. Daí
que as palavras de ordem incendiárias que emanam da papuda e do Diretório
Central do PT, visando a desmoralizar a Justiça, assustam a companheirada e, se
não forem contidas, acabarão por provocar deserção em massa.
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