Corriam
os anos quarenta e já circulava um relato em que se prenunciava a teoria do
politicamente correto. Era no tempo que se namorava nas portas. Certa moça,
“criada” como se dizia à época, após lavar e secar a louça do jantar,
empiriquitou-se como pode, passou um rouge e um batonzinho, e se mandou para a
porta à espera do príncipe.
Depois
de duas balas “Carlitos” que ele trouxera, atreveu-se: posso te perguntar em
que trabalhas? Trabalho na charqueada, foi a resposta. Sou condutor de
estômagos. Era arrastador de bucho.
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