A insanidade bolivariana, pouco ou
nada diferente da lulista, kircheneirista e, de modo geral, de quantas se
pautem pela doutrina autoproclamada de esquerda, chega ao paroxismo na
Venezuela. Maduro, tresloucado governante do país, quer fazer-nos crer que o
esvaziamento dramático das prateleiras deve-se à sabotagem dos capitalistas,
inimigos da revolução. Onde, em que parte do mundo, em que dia, século ou hora
viu alguém pessoas ligadas ao comércio ou indústria, sacrificarem seus
negócios, condená-los à ruína, por amor a uma causa?
Por estes dias, o governo da
Venezuela, manu militari, forçou uma
rede de lojas a rebaixar preços pela metade, a varrer, como se costuma dizer.
Esse é o preço justo, asseverou Maduro. Ainda que se admitisse, para admitir o
absurdo, que tal fosse verdade, forçosa seria a conclusão de que a economia do
país estaria sumida na mais profunda desordem. Sabe qualquer pessoa dotada de
discernimento que, no comércio, medianamente estável, vence quem tem melhor
preço. Isso é lição que já ministravam os antigos fenícios.
Se a coisa já vinha de mal a pior,
agora com lojas escancaradas pela milícia para que o povaréu carregue tudo por
uma pechincha, parece-me ouvir o toque à degola. Pois é nesse quadro de sombria
insegurança que o Brasil, através de seu principal banco, pretende meter
recursos do tesouro. A ideia é fornecer dinheiro para que o governo venezuelano
pague nossos exportadores já que, à mingua de dólares, o Banco da Venezuela não
consegue pagar os exportadores brasileiros, embora retenha os bolívares dos
importadores daquela infeliz república.
Somente a mais trevosa ignorância,
se descartarmos provável corrupção, pode explicar semelhante cobertura. A única
justificativa plausível, a de identidade ideológica, padece de intrínseca e
irremediável debilidade. Que ideologia? Karl Marx se revolveria em seu túmulo
se lhe atribuíssem paternidade ou remota e avoenga ligação com semelhante
regime. Maduro é um déspota ignorante e primário que em sua desgovernada
demagogia chega ao ponto de simular as mais bizarras formas de obscurantismo e
crendice. Costuma ver seu ídolo, Hugo Chaves, ora metamorfoseado em pássaro,
ora em imagens que se projetam nas paredes. Dá prosseguimento a um governo que
conseguiu transformar uma potência petrolífera em nação flagelada. Alguns
bilhões de dólares foram gastos em armamento. Diz-se que para debelar a ameaça de
uma invasão imperialista. Sofisticadas armas foram entregues em mãos de
milícias totalmente despreparadas, insânia a que não se atreveu nenhuma
ditadura que não fosse a trágica experiência nazifascista.
É horripilante constatar que Marco
Aurélio Garcia, assessor presidencial para assuntos externos, com status de
ministro, disse sobre o governo de Maduro: “Eles têm consciência dos problemas
em curto, médio e longo prazo no país e estão preocupados em enfrentar, de
forma clara e estratégica, as dificuldades históricas da economia venezuelana”.
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