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domingo, 13 de outubro de 2013

RIFIFI CHEZ ENEMY



O sentido dessa frase que inspirou o clássico policial, intitulado Rififi chez les hommes, do diretor americano Jules Dassin, vem a ser, salvo engano meu, tumulto no campo do inimigo e teria inspiração militar. Ainda salvo engano, era muito usada por De Gaulle ao recomendar que se procurasse semear a discórdia entre as hordas nazistas na França ocupada.
Ocorre-me a frase título em função do que está por acontecer entre os condenados do mensalão. Como hoje é de todos sabido, o lulopetismo instituiu sólida aliança entre governo e larápios de colarinho branco, empreiteiros, banqueiros e trambiqueiros de alto voo com grande expertise em lavagem e traficância de dinheiro. Eis que a societas sceleris[1] não era tão sólida como parecia. A cana que está por vir não será distribuída com equidade. Parece que recairá de forma mais benigna sobre os políticos do que sobre os sócios destituídos de múnus[2].
Se isso acontecer, sérias serão as consequências para a sobrevivência do esquema. Além da inutilização da “máquina”, uma torrente de delações deve ser esperada. A dimensão do estrago é difícil de ser avaliada.


[1] Associação de criminosos; bando; quadrilha.
[2] Obrigação que deve ser feita por alguém; as funções realizadas por um indivíduo; tarefa ou trabalho.

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