Fácil
acusar de inimigo da pátria quem se opõe ao desgoverno
reinante há mais de uma década. É que foi criada e posta em circulação, com a estrita
finalidade de caluniar opositores, a fórmula “quanto pior, melhor”. Essa
consigna esfarrapada a ninguém seduz e, sejamos sinceros, se por algum grupo
foi adotada, grupelho será tão insignificante que “se subiu, ninguém sabe,
ninguém viu”.
Não
há quem queira o pior para seu país. O que se não quer é ver e ouvir a zoeira
produzida pelo oficialismo em torno de programas de incerto resultado, remoto
além de incerto. Nessa ordem de ideias insere-se o leilão do mirífico lençol de
petróleo, dito pré-sal. Com avassaladora carga publicitária, por onde se escoa
grossa dinheirama, parte superfaturada, o Palácio tonteia o povo, levando-o à
ilusão de que somos ricos e de que temos um governo tão afortunado que até a
dádiva incomensurável do pré-sal Deus lhe põe no regaço.
O fracasso se anuncia até para os menos
sagazes. Fracasso do leilão, bem entendido, e dos demagogos que o urdiram.
Vitória da verdade, ponto de partida para qualquer avanço. A cantilena tipo
jogral que pregoeiros a soldo soltaram à rosa dos ventos não comoveu as maiores
petroleiras do mundo. Tratou-se de semear o mito para colher votos. Seria a
jazida nova maravilha: lençol inesgotável de óleo, capaz de catapultar o país
para as nuvens, grande entre os grandes, na abastança e na glória. Oportuno
citar o venerável provérbio: de fortuna e caridade, metade da metade.
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