Pesquise aqui

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

LEILÃO



Fácil acusar de inimigo da pátria quem se opõe ao desgoverno reinante há mais de uma década. É que foi criada e posta em circulação, com a estrita finalidade de caluniar opositores, a fórmula “quanto pior, melhor”. Essa consigna esfarrapada a ninguém seduz e, sejamos sinceros, se por algum grupo foi adotada, grupelho será tão insignificante que “se subiu, ninguém sabe, ninguém viu”.
Não há quem queira o pior para seu país. O que se não quer é ver e ouvir a zoeira produzida pelo oficialismo em torno de programas de incerto resultado, remoto além de incerto. Nessa ordem de ideias insere-se o leilão do mirífico lençol de petróleo, dito pré-sal. Com avassaladora carga publicitária, por onde se escoa grossa dinheirama, parte superfaturada, o Palácio tonteia o povo, levando-o à ilusão de que somos ricos e de que temos um governo tão afortunado que até a dádiva incomensurável do pré-sal Deus lhe põe no regaço.
O fracasso se anuncia até para os menos sagazes. Fracasso do leilão, bem entendido, e dos demagogos que o urdiram. Vitória da verdade, ponto de partida para qualquer avanço. A cantilena tipo jogral que pregoeiros a soldo soltaram à rosa dos ventos não comoveu as maiores petroleiras do mundo. Tratou-se de semear o mito para colher votos. Seria a jazida nova maravilha: lençol inesgotável de óleo, capaz de catapultar o país para as nuvens, grande entre os grandes, na abastança e na glória. Oportuno citar o venerável provérbio: de fortuna e caridade, metade da metade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário