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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MÉDICO NO GROTÃO



Que conduta deve adotar o médico quando se depara com quadro que está a indicar infecção grave? Pneumonia, por exemplo? Uma síndrome aguda e severa de abdômen com dores insuportáveis? Não há medicamentos aptos a sustentar o paciente para melhor análise, sequer para aliviar-lhe o sofrimento. Que fazer?
Antes de ver o doente sucumbir, ante o olhar estupefato dos familiares, há de se empenhar o profissional em removê-lo para um hospital de porte regional, muitas vezes situado a distâncias consideráveis. Isto em situações muito afortunadas, casos em que consegue acionar uma ambulância.
Muito poucos, nenhuns talvez, como diriam os escritores quinhentistas, ao chegar ao hospital conseguem atendimento. O quadro de horror com que ali se vão defrontar dispensa a pintura deste descolorido texto, vez que os jornais televisivos estão a toda a hora a pintá-lo com muito mais dramaticidade. Mortes nos corredores, falta de medicamentos, exames aprazados para meses quando o óbito se mostra iminente. É sobre essa realidade arrepiante que a presidente-candidata monta a reles demagogia de importar médicos de duvidosa competência.

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