Que conduta deve adotar o
médico quando se depara com quadro que está a indicar infecção grave? Pneumonia,
por exemplo? Uma síndrome aguda e severa de abdômen com dores insuportáveis?
Não há medicamentos aptos a sustentar o paciente para melhor análise, sequer
para aliviar-lhe o sofrimento. Que fazer?
Antes de ver o doente
sucumbir, ante o olhar estupefato dos familiares, há de se empenhar o
profissional em removê-lo para um hospital de porte
regional, muitas vezes situado a distâncias consideráveis. Isto em situações
muito afortunadas, casos em que consegue acionar uma ambulância.
Muito poucos, nenhuns
talvez, como diriam os escritores quinhentistas, ao chegar ao hospital
conseguem atendimento. O quadro de horror com que ali se vão defrontar dispensa
a pintura deste descolorido texto, vez que os jornais televisivos estão a toda
a hora a pintá-lo com muito mais dramaticidade. Mortes nos corredores, falta de
medicamentos, exames aprazados para meses quando o óbito se mostra iminente. É sobre
essa realidade arrepiante que a presidente-candidata monta a reles demagogia de
importar médicos de duvidosa competência.
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