Quando se expandem os meios de pagamento à medida que
decresce o Produto Interno Bruto, há crise a vista de qualquer profano. Não se
requer nenhum conhecimento de economia, rudimentar que seja, para perceber que
semelhante modelo é perfeitamente comparável a depósito de que só se tira sem
nada repor.
É claro que no meio social, o aumento do volume de
dinheiro, perseguido e posto em prática pelo Governo, provoca falsa sensação de
bem estar e incremento não sustentável de alguns ramos da economia. Aumenta a
atividade comercial e surgem novas inserções na área de serviços. Isto é feito
por meio de isenção de tributos, facilitação de crédito, subsídios a produtos e
serviços, tipo gasolina, luz e transportes. Por igual, a pródiga distribuição
de cargos e funções concorre para aumentar a massa salarial, agravando assim o
viés insustentável da atividade econômica.
Primária também a compreensão de que
o bem estar, a abundância de dinheiro, a facilidade de aquisição dos bens,
hoje, como nos primórdios da civilização, deverá descansar, fatalmente, na base
infraestrutural da sociedade, assim entendida educação, saúde, segurança,
transportes, agricultura, indústria, estradas, portos, ferrovias, aeroportos,
energia, companhias mineradoras, enfim, tudo o que se vem a constituir em
lastro para o desenvolvimento. Fora disto, o que pode existir é uma euforia,
como a do carnaval, pra tudo terminar na quarta-feira.
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