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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CRISE



Quando se expandem os meios de pagamento à medida que decresce o Produto Interno Bruto, há crise a vista de qualquer profano. Não se requer nenhum conhecimento de economia, rudimentar que seja, para perceber que semelhante modelo é perfeitamente comparável a depósito de que só se tira sem nada repor.

É claro que no meio social, o aumento do volume de dinheiro, perseguido e posto em prática pelo Governo, provoca falsa sensação de bem estar e incremento não sustentável de alguns ramos da economia. Aumenta a atividade comercial e surgem novas inserções na área de serviços. Isto é feito por meio de isenção de tributos, facilitação de crédito, subsídios a produtos e serviços, tipo gasolina, luz e transportes. Por igual, a pródiga distribuição de cargos e funções concorre para aumentar a massa salarial, agravando assim o viés insustentável da atividade econômica.

Primária também a compreensão de que o bem estar, a abundância de dinheiro, a facilidade de aquisição dos bens, hoje, como nos primórdios da civilização, deverá descansar, fatalmente, na base infraestrutural da sociedade, assim entendida educação, saúde, segurança, transportes, agricultura, indústria, estradas, portos, ferrovias, aeroportos, energia, companhias mineradoras, enfim, tudo o que se vem a constituir em lastro para o desenvolvimento. Fora disto, o que pode existir é uma euforia, como a do carnaval, pra tudo terminar na quarta-feira.

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