Protágoras (480 /410 a.C.)
Quando Protágoras diz: “o homem é a medida de todas as coisas” não se entenda queira ele dizer que o homem é o fato ou o fenômeno central do universo. O que ele efetivamente expressou foi um ponto de vista relativista, pelo qual todo o juízo reflete simplesmente a impressão do homem que o emite, sem que se lhe possa atribuir peso de verdade. Assim, o que é verdade para A, pode ser mentira para B, bom para C, mau para D.
Na era de Péricles, quando viveu Protágoras, apogeu da democracia Ateniense, o acatamento às leis era muito cultuado. Por isso quem não se sentia capaz de produzir sua própria defesa, na eventualidade de ser processado, podia valer-se de um defensor contratado. Protágoras ganhou grande renome realizando defesas bem como ensinando discípulos a sustentarem polêmicas, qualquer que fosse a tese escolhida. Eram chamados de sofistas, palavra que significa algo como sábios. Tanto Sócrates como Platão, mais tarde, teceram severa crítica aos sofistas por quem nutriam grande desprezo. Aristóteles chamava-os de “sábios de uma sabedoria imaginária.”
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