Bagé é um lugar fora do universo ou uma cidade
brasileira? Sim porque a julgar pelas
aparências parece que vivemos em um mundo onde não existem Dilmas nem pibs nem Mantegas
nem câmbio nem importação de médicos nem matança... Paro porque não vislumbro o
fim.
E o que se vê nos espaços de comunicação da cidade? Festas,
festinhas, festerê, homenagens, aplausos explícitos e disfarçados e o mais
escancarado festival de cabotinismo em que uma multidão se esmera na arte de
elogiar para ser elogiado. Alguém dirá e daí?
Daí que, como não creio em bruxas, deduzo que a quase
totalidade da população não se vê retratada nos jornais nem rádios, nem no
exíguo espaço televisivo de âmbito local.
A coisa piora quando se encara o quadro político. A Barragem
da Arvorezinha foi tragada pelo buraco negro da corrupção lulopetista. Quando era de se esperar uma
oposição que orientasse a crítica aos responsáveis maiores pelo
escandaloso desperdício e desvio de verbas, constata-se que, aprisionados pelo aliancismo espúrio, os partidos que se
dizem de oposição dirigem a crítica apenas para os envolvidos locais na lambança. Ficam cegos
surdos e mudos em relação às autoridades federais. Não serão elas as
responsáveis pelo inexplicável colapso de um empreendimento vital para os
habitantes desta cidade? De onde provinha a verba? A quem cabia a supervisão de
sua aplicação? Silencio en la noche.
Saindo de paus a cordas, temos que as prefeituras do Brasil,
Bagé é uma delas, estão à beira do colapso, por força da desastrada política
federal que busca mascarar o quadro recessivo por meio de desonerações. As
desonerações levam ao esvaziamento do Fundo de Participação de Estados e Municípios,
levando ao desespero as administrações municipais, incapazes no curto e médio
prazos de promover o enxugamento de suas máquinas hipertrofiadas. De novo: em
que veículos, foros ou órgãos de classe são estas questões aventadas?
Nossas “charlas” no Visão Geral são acalentadas por generosa
audiência. O blog viverá se tiver igual sorte.
Fiquei feliz com a volta do Blog. Vamos em frente!
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