Claro está
que mais dia menos dia haverá nova explosão nas ruas. Enquanto o Governo se
embriaga com a fantasia do pré-sal, outra jazida, a do ódio, rasa e profunda,
se adensa sem parar. Já seria insuportável o marasmo que se seguiu aos dias de
junho. A ele, para remate de males, agregou-se a trágica sessão do Supremo
onde, na casa onde vagueia o espectro de Rui Barbosa, deu-se pela admissão de
um recurso que assassinou a esperança.
Como sempre acontece, na história de
todas as ditaduras e de todos os governos corruptos, formam-se nichos de
resistência. A Polícia Federal, com apoio em mandados que emanam de setores
preservados do Judiciário, deflagra a cada dia operações contra a corrupção.
Elas ostentam nomes que, pelo bom gosto, solenizam o trabalho. As operações são
belas e luminosas mesmo quando desvendam a sordidez.
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