A Revista
inglesa The Economist é, sem favor algum, uma das mais prestigiadas publicações
especializadas do mundo. Suas avaliações causam fortíssimo impacto no mercado
global não só pela elevada credibilidade de que desfruta, como pelo fato de que
este prestígio forjou-se pelo respeitável transcurso de 170 anos de existência.
Ainda que se
admitissem como verdadeiras todas as suspeições levantadas quanto às intenções
de seus editoriais e reportagens, restaria o confronto com os dados ali
contidos. Os dados, contra os quais só se poderia arguir a falsidade, ali estão
estampados em toda a sua crueza.
Numa segunda investida contra o risonho quadro que nos fornece o
governo, na primeira a revista pergunta se o Brasil havia estragado tudo, The
Economist, sob o título “O preço está errado”, noticia pizzas a 30 dólares,
quartos de hotel sem janela na orla do Rio a 250 dólares, carros e
eletrodomésticos 50% mais caros do que nos demais países. Nessa conjuntura
conclui que aos brasileiros restam dois caminhos: comprar na parcela,
endividando-se cada vez mais, ou ir comprar lá fora. 22,2 bilhões de dólares
foram gastos no ano passado.
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