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terça-feira, 17 de setembro de 2013

VIVAM OS MALDITOS



Sem entrar na questão do papel do oficialismo no fomento às artes, reconhecendo até que não fosse o suporte político e financeiro da Igreja na renascença não teríamos a Capela Sistina, a Pietá, a estátua de David, para só enumerar três entre milhares de obras imortais ;admitin-do ainda que, mais remotamente, sem Péricles e sua entourage, talvez não tivessem podido os arquitetos gregos construir as obras cujas ruínas nos eletrizam, tudo isso considerado, ainda me atrevo: vivam os malditos.
Tantos que, como Van Gogh, Modigliani, Gregório Matos, a lista é grande, mas a alma é pequena, dispensaram qualquer suporte e realizaram sua obra sem que jamais lhes ocorresse recorrer aos Mecenas, legaram-nos a dúvida: pode a criação, sem se contaminar, ser financiada?
O que se vê é muito triste. Artistas, alguns de merecido renome, fazendo a corte a políticos cujas condutas fazem corar estátuas, atrás de verbas de pretenso fomento como as da lei Rouanet. Outros, a pretexto de salvar relíquias, realmente valiosas, a coonestar a ação de bandidos enquistados em Órgãos vitais da nação, como a Petrobrás, nada menos.

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