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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

RÉQUIEM PARA UM TRIBUNAL

Tecnilidades jurídicas aparte o Supremo Tribunal Federal submergiu na vaga de descrença que já engolira o parlamento e o executivo. A nação consciente pôs na Corte a última esperança de um sinal no sentido da erradicação da impunidade. Não veio o sinal. Restou a amargura do pacote de margarina, do frango, dos três cacetinhos. O furto de víveres deste porte tornam efetiva a represália do estado, e os agentes dos delitos vão conhecer o inferno. Já aqueles que, como dizia Vieira, chegam pobres às Índias ricas, e saem ricos das Índias pobres, sempre poderão contar com o emaranhado das leis e dos recursos, com a interpretação do emaranhado, com o emaranhado do emaranhado, enfim, com o nunca acabar.

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