Em
nenhum lugar do mundo programas destinados a promover melhor distribuição dos
bens resultou exitoso, sem que o houvesse precedido vigoroso aumento da
riqueza. Esta constatação, quase acaciana, vem a pelo em face da estarrecedora
declaração da Presidente Dilma, na cidade mineira de Uberlândia, onde disse que
de nada adianta crescimento que não redunde em benefício do povo. Esqueceu-se
de esclarecer que em país subdesenvolvido não pode haver benefícios sem
crescimento.
Difundiu-se
nos círculos neoesquerdistas a ideia de que se pode promover igualdade por meio
de leis, quando não por farta distribuição de ganhos ou facilidades no acesso a
vagas de ensino ou de cargos, tendo em vista características sociais ou raciais
dos destinatários. Debalde invocam-se exemplos de fracasso rotundo de tais
experiências ao largo do globo e ao longo do tempo. Mostra-se imune o populismo
ululante, tornando vana verba1 tudo que se diga em contrário.
Repugna
a essa vaga bolivariana de dirigentes a constatação solar de que ao Estado
incumbe gastar com extrema probidade e competência o dinheiro dos impostos.
Essa é a única forma conhecida, desde que o mundo é mundo, de se promover
igualdade e justiça. A nação, livre das deformações que lhe impõe o Estado
corrupto e intervencionista, gera riqueza abundante, reduzindo drasticamente os
bolsões de miséria. A estes devem socorrer o poder público e a filantropia
privada com medidas assistenciais. Quando a inépcia, a corrupção e o
desperdício disseminam a miséria, torna-se impossível enfrentá-la com distributivismo
simplista que, se algo faz, é agravar o problema.
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1 Palavras vãs.
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