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domingo, 15 de setembro de 2013

MITO DA IGUALDADE




Em nenhum lugar do mundo programas destinados a promover melhor distribuição dos bens resultou exitoso, sem que o houvesse precedido vigoroso aumento da riqueza. Esta constatação, quase acaciana, vem a pelo em face da estarrecedora declaração da Presidente Dilma, na cidade mineira de Uberlândia, onde disse que de nada adianta crescimento que não redunde em benefício do povo. Esqueceu-se de esclarecer que em país subdesenvolvido não pode haver benefícios sem crescimento.

Difundiu-se nos círculos neoesquerdistas a ideia de que se pode promover igualdade por meio de leis, quando não por farta distribuição de ganhos ou facilidades no acesso a vagas de ensino ou de cargos, tendo em vista características sociais ou raciais dos destinatários. Debalde invocam-se exemplos de fracasso rotundo de tais experiências ao largo do globo e ao longo do tempo. Mostra-se imune o populismo ululante, tornando vana verba1  tudo que se diga em contrário.

Repugna a essa vaga bolivariana de dirigentes a constatação solar de que ao Estado incumbe gastar com extrema probidade e competência o dinheiro dos impostos. Essa é a única forma conhecida, desde que o mundo é mundo, de se promover igualdade e justiça. A nação, livre das deformações que lhe impõe o Estado corrupto e intervencionista, gera riqueza abundante, reduzindo drasticamente os bolsões de miséria. A estes devem socorrer o poder público e a filantropia privada com medidas assistenciais. Quando a inépcia, a corrupção e o desperdício disseminam a miséria, torna-se impossível enfrentá-la com distributivismo simplista que, se algo faz, é agravar o problema.

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1 Palavras vãs.

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