Somente a liberdade política pode ensejar o florescimento da igualdade. Em termos relativos, é claro, pois nunca seremos nem plenamente livres nem plenamente iguais. Em nosso país, o Estado de Direito, penosamente conquistado, luta para se desenvolver em meio a pesada herança oligárquica que secularmente tem colocado o estado a serviço de minorias. Estas se alternam ao longo do processo. Ontem o coronelismo, escorado na propriedade rural, hoje o populismo, formado a base de esquemas de poder que se não conseguem perpetuarem-se em mãos de uma única facção, alternam-se de umas a outras sem mudar de face.
Nos
marcos desse quadro adverso, avança a democracia. A transparência,
resultado inevitável desse avanço, exacerba o quadro de desmandos,
corrupção, má gestão, enfim, todo um feixe de circunstâncias aptas a
criar meio favorável ao florescimento de idéias e movimentos bizarros
quando não perigosos. Fórmulas igualitaristas que vão da extravagância a
mais escancarada obsolescência pululam por toda a parte e, o que é
pior, nos meios acadêmicos e culturais financiadas muitas vezes pelo
erário.
A questão indígena
A tragédia
dos silvícolas teve início com a chegada dos europeus ao continente e
consumou-se ainda no século passado. Os remanescentes do rosário de
erros e crimes cometidos nesse lapso converteram-se em problema social
dos mais graves. Em vez de soluções de natureza médica e alimentar em
socorro a esse esgarçado segmento do tecido social, uma minoria
ensandecida, parte da qual enquistada em órgãos governamentais, promove
gigantesca distribuição de terras, formando reservas da dimensão de
países, em detrimento de colonos secularmente instalados.
Os
expurgos dos produtores, voltados a uma plena exploração agropastoril,
em muito se assemelham àqueles que foram promovidos pelo tirano Josef
Stalin nos anos trinta da era soviética.
Na sequencia abordaremos outros tópicos nesta ordem de coisas.
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