Na
natureza é comum observar-se como certas espécies, quando encerrado seu ciclo
reprodutivo, tornam-se erráticas, como a facilitar o próprio desaparecimento na
voragem dos predadores. Algo parecido ocorre com a moribunda corrente que se
diz de esquerda. Ao sentir, sem discernir com clareza, que se desvaneceu a
miragem que designava como imperialismo norte-americano, continuou a sacralizar
todo e qualquer ato hostil aos Estados Unidos, coonestando, ante a perplexidade
do mundo, até mesmo a insanidade dos ataques terroristas.
Quando
não o fazem de forma explícita, emitem aterrador silêncio, ou, ainda, produzem
textos e discursos de nebuloso conteúdo nos quais, com muita sorte, pode-se
entrever que, bem no fundo, as vítimas seriam culpadas. Há uma falta atroz de
conhecimento por parte dos neomarxistas dos fundamentos daquela doutrina, de
seus princípios básicos quando mais não seja.
Exacerbando
o materialismo clássico, propugnavam os marxistas a extinção de toda forma de
culto, enfeixando num mesmo bloco as religiões e as mais atrasadas formas de
obscurantismo. Os neo não se contentam em mitigar essa linha senão que passaram
a defender como lídima manifestação cultural qualquer bruxaria que se lhes
apresente.
Em tese,
somente em tese, porque no real revelou-se a mais cruel das tiranias, o
socialismo marxista repelia qualquer forma de discriminação. Os neo não hesitam
em se aliar ostensivamente às lideranças religiosas das teocracias que impõem a
mais vergonhosa servidão a mulheres e crianças.
Para que
o texto não se torne tedioso deixamos de enumerar mil outras evidências de
caduquice da que se autodenomina nova esquerda. Quem já muito viveu muito
padece, ao ter que rever, em versão falsificada, um drama que a seu tempo já
foi ruim demais.
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