O que importa não é a
indagação sobre ser ou não ser conveniente a publicação das charges do Charlie.
Importa a compreensão irretorquível de que nada nem ninguém pode se arvorar em
censor do que deve ou não deve ser publicado. A palavra ou a imagem só pode ser
impugnada na hipótese de que fira direito consagrado em lei. Tal não se
verificou no rumoroso caso. Doutrinas leigas ou religiosas, correntes de
pensamento, organizações de toda a ordem são precisamente o leito natural onde
se há de exercer a crítica; sisuda ou mordaz, séria, amarga ou jocosa, cômica,
enfim, rica e variegada, nociva ou proveitosa como somos nós, como é a vida.
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